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SUMMARY:Polarimetric Studies Galaxies
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DESCRIPTION: A tese &quot\;Estudos Polarimétricos de Galáxias&quot\; inv
 estiga o uso da fotopolarimetria para melhor compreender a composição\, 
 estrutura e propriedades físicas da poeira interestelar em galáxias. Foi
  aplicada uma análise polarimétrica detalhada a galáxias hospedeiras de
  supernovas (SNe)\, com focos na polarização interestelar (ISP)\, nas pr
 opriedades de extinção da poeira e no alinhamento de campos magnéticos.
  A tese discute métodos de observação\, modelação de transferência r
 adiativa e correções polarimétricas\, contribuindo multi-lateralmente p
 ara um entendimento mais profundo da polarização induzida pela poeira no
 s ambientes intergalácticos. No meio interestelar\, a luz pode ser polari
 zada por dispersão em grãos de poeira ou por absorção de poeira esfero
 ide alinhada por um campo magnético externo. A polarização por dispers
 ão ocorre quando a luz interage com partículas de poeira\, sendo desviad
 a de sua trajetória original. Quando grãos esferoides se alinham com um 
 campo magnético a luz que com eles interage será selectivamente absorvid
 a\, resultando em polarização. A luz pode ser descrita como uma onda ele
 tromagnética composta por duas componentes de campo eléctrico oscilando 
 perpendicularmente à direcção de propagação. Num meio interestelar co
 m poeira\, essa luz pode sofrer absorção selectiva devido à orientaçã
 o preferencial dos grãos de poeira. Num campo magnético externo\, grãos
  alongados alinharão o seu eixo menor paralelamente a esse campo\, a abso
 rção será por isso maior para a componente do campo eléctrico paralela
  à direcção do eixo maior dos grão\, perpendicular ao campo magnético
 . Como resultado a luz transmitida será polarizada paralelamente ao campo
  magnético. A luz absorvida\, em comprimentos de onda ópticos e ultra-vi
 oleta\, será depois emitida em infra-vermelho com polarização rodada 90
 o . Este efeito leva à polarização linear da luz que atravessa a poeira
  interestelar. A relação de Serkowski\, amplamente utilizada para descre
 ver a polarização interestelar\, foi confirmada em várias regiões da a
 mostra de galáxias estudada. Tal permitiu determinar com precisão o comp
 rimento de onda de máxima polarização (λmax) e a razão entre extinç
 ão total (AV) e selectiva (EB-V)\, também chamada de &quot\;lei de extin
 ção&quot\; (RV)\, parâmetros essenciais para compreender a interação 
 entre a poeira e a radiação. A partir da caracterização da polarizaç
 ão no enquadramento de absorção por grãos alinhados\, é ainda inferid
 a a existência e orientação de campos magnéticos responsáveis pela or
 ganização da poeira interestelar. A polarização pode ser usada para in
 ferir a estrutura do campo magnético em diferentes escalas\, desde regiõ
 es próximas a estrelas individuais até grandes estruturas dentro de gal
 áxias. Modelos teóricos e simulações foram usados para validar estas r
 elações e entender melhor os processos físicos envolvidos. A tese tamb
 ém discute a influência do tamanho e composição dos grãos de poeira n
 a polarização da luz. Diferentes populações de grãos podem resultar e
 m variações nas curvas de polarização\, grau e ângulo\, observadas\, 
 afectando a interpretação das propriedades interestelares. A relação e
 ntre a polarização e a extinção interestelar é explorada em detalhe\,
  com vista a melhorar a compreensão dos efeitos da poeira em medições a
 strofísicas. Foram feitas simulações para entender o impacto da poeira 
 interestelar na polarização da luz. Usando um modelo geometricamente sim
 ples\, uma fonte luminosa quasi-esférica emersa num perfil Gaussiano 3D\,
  foram testadas poeiras com diferentes tamanhos e composições\, incluind
 o misturas de silicatos\, grafenos e hidrocarbonetos poliaromáticos. Esta
 s simulações foram feitas recurrendo ao SKIRT\, um programa de simulaç
 ão de transferência radiativa baseada no método de Monte Carlo\, que pe
 rmite modelar a propagação da radiação em meios astrofísicos complexo
 s\, levando em conta efeitos como dispersão\, absorção e reemissão da 
 luz por grãos de poeira. Os resultados indicaram que a dependência do gr
 au de polarização com o comprimento de onda depende não só do tamanho 
 dos grãos como da espécie química. Estas simulações foram essenciais 
 para a interpretação dos dados observacionais e distinção entre difere
 ntes mecanismos de polarização. Como projecto paralelo foi também desen
 volvido um protótipo de modelo computacional emulador de transferência r
 adiativa\, o EmulaRT. O objectivo deste modelo era reduzir o custo computa
 cional de simulações de elevada qualidade\, através da melhoria de simu
 lações de baixa qualidade recorrendo para isso a técnicas de compressã
 o e up-scaling. O EmulaRT usa uma rede neuronal de arquitectura auto-codif
 icadora variacional e de-noising em conjunto com um método de inferência
  espacial Bayesiana aproximada. Os resultados preliminares foram positivos
 \, no entanto verificou-se que a amostra de treino era enviasada\, tendo a
  aplicação do protótipo ficado mais limitado do que inicialmente previs
 to. Na vertente observacional foram usados dados observacionais de calibra
 ção do instrumento FORS2 do Very Large Telescope (VLT)\, que permite a c
 aptura de imagens polarimétricas de alta resolução. De modo a tentar mi
 nimizar o impacto de efeitos de polarização interestelar e instrumental\
 , foi desenvolvida uma sequência robusta de redução de dados polarimét
 ricos do FORS2. Esta sequência de redução é iniciada por calibrações
  típicas: subtracção do viés de leitura electrónica\, normalização 
 de sensibilidade do detector e remoção de raios cósmicos. Seguem-se ope
 rações de separação e combinação de informação disposta em diferen
 tes ficheiros\, estimativa de e remoção de fluxo de fundo. Depois atrav
 és de detecção de fontes no campo de observado e cruzamento com o catá
 logo Gaia\, é feita fotometria a estrelas da Via Láctea de modo a produz
 ir uma estimativa da polarização interesteral da Via Láctea na direcç
 ão de observação. Para a correção instrumental são aplicados mapas d
 e polarização do FORS2 pré-existentes. Verificou-se que as estimativas 
 para o ISP da Via Láctea são compatíveis com as observações do Planck
 \, embora com diferenças notáveis no ângulo. Os presentes resultados co
 nfirmam a presença de padrões de ângulo de polarização devida a dispe
 rsão axisimétricos\, em várias galáxias da nosssa amostra\, sendo o ef
 eito mais pronunciado nas bandas azuis. A dependência da polarização co
 m o comprimento de onda seguiu duas tedências principais: uma curva em U 
 ou um crescimento monótono. Essas relação são compatíveis com as prev
 isões para grãos de grafite e silicatos\, respectivamente. Da vertente d
 e polarização devida a absorção por grãos de poeira alinhas\, alguns 
 mapas de ângulo de polarização revelaram alinhamento com os braços esp
 irais das galáxias\, reforçando modelos que preveem a orientação dos c
 ampos magnéticos galácticos toroidais. Noutros casos verificou-se també
 m a presença de ângulos de polarização alinhados paralelamente com o e
 ixo menor das galáxias\, o que é compatível com campos magnéticos pola
 res. Em média\, os valores de RV apresentados nas regiões medianas e ext
 ernas das galáxias foram semelhantes ao da Via Láctea\, ~3.1\, mas nalgu
 ns casos foram verificadas variações significativas nas transições bra
 ço / entre-braços. Essas variações manifestam os ambientes distintos\,
  com diferentes propriedades de poeira\, inerentes a esses dois tipos de e
 strutura. Da análise de RV na vizinhança dos locais onde ocorreram as su
 pernovas (hóspedes das galáxias na nossa amostra) resultou que\, à esca
 la espacial estudada\, não há diferença estatística entre essas regiõ
 es particulares e todas as restantes regiões das galáxias respectivas. C
 omparações estatísticas mostraram que a polarização e\, em alguns cas
 os\, RV\, variam significativamente entre diferentes galáxias. Isso suger
 e que fatores intrínsecos podem influenciar essas propriedades de maneira
  única em cada galáxia. Os resultados apresentados nesta tese\, bem como
  a abordagem de investigação multi-lateral tida\, contribuem para o apro
 fundamento do estudo da polarização interestelar e suas implicações na
  astrofísica. A combinação de observações fotopolarimétricas com mod
 elação computacional avançada permitiu uma caracterização detalhada d
 as propriedades da poeira em galáxias hospedeiras de supernovas e inferê
 ncia sobre a possível presença e caracterização de campos magnéticos 
 galácticos. 
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X-ALT-DESC;FMTTYPE=text/html:<p data-block-key="i7hf1"> A tese &quot\;Estu
 dos Polarimétricos de Galáxias&quot\; investiga o uso da fotopolarimetri
 a para melhor compreender a composição\, estrutura e propriedades físic
 as da poeira interestelar em galáxias. Foi aplicada uma análise polarim
 étrica detalhada a galáxias hospedeiras de supernovas (SNe)\, com focos 
 na polarização interestelar (ISP)\, nas propriedades de extinção da po
 eira e no alinhamento de campos magnéticos. A tese discute métodos de ob
 servação\, modelação de transferência radiativa e correções polarim
 étricas\, contribuindo multi-lateralmente para um entendimento mais profu
 ndo da polarização induzida pela poeira nos ambientes intergalácticos.<
 /p><p data-block-key="5u1j0"></p><p data-block-key="b2d2b"> No meio intere
 stelar\, a luz pode ser polarizada por dispersão em grãos de poeira ou p
 or absorção de poeira esferoide alinhada por um campo magnético externo
 . A polarização por dispersão ocorre quando a luz interage com partícu
 las de poeira\, sendo desviada de sua trajetória original. Quando grãos 
 esferoides se alinham com um campo magnético a luz que com eles interage 
 será selectivamente absorvida\, resultando em polarização. A luz pode s
 er descrita como uma onda eletromagnética composta por duas componentes d
 e campo eléctrico oscilando perpendicularmente à direcção de propagaç
 ão. Num meio interestelar com poeira\, essa luz pode sofrer absorção se
 lectiva devido à orientação preferencial dos grãos de poeira. Num camp
 o magnético externo\, grãos alongados alinharão o seu eixo menor parale
 lamente a esse campo\, a absorção será por isso maior para a componente
  do campo eléctrico paralela à direcção do eixo maior dos grão\, perp
 endicular ao campo magnético.<br/><br/> Como resultado a luz transmitida 
 será polarizada paralelamente ao campo magnético. A luz absorvida\, em c
 omprimentos de onda ópticos e ultra-violeta\, será depois emitida em inf
 ra-vermelho com polarização rodada 90o . Este efeito leva à polarizaç
 ão linear da luz que atravessa a poeira interestelar. A relação de Serk
 owski\, amplamente utilizada para descrever a polarização interestelar\,
  foi confirmada em várias regiões da amostra de galáxias estudada. Tal 
 permitiu determinar com precisão o comprimento de onda de máxima polariz
 ação (λmax) e a razão entre extinção total (AV) e selectiva (EB-V)\,
  também chamada de &quot\;lei de extinção&quot\; (RV)\, parâmetros ess
 enciais para compreender a interação entre a poeira e a radiação. A pa
 rtir da caracterização da polarização no enquadramento de absorção p
 or grãos alinhados\, é ainda inferida a existência e orientação de ca
 mpos magnéticos responsáveis pela organização da poeira interestelar. 
 <br/><br/>A polarização pode ser usada para inferir a estrutura do campo
  magnético em diferentes escalas\, desde regiões próximas a estrelas in
 dividuais até grandes estruturas dentro de galáxias. Modelos teóricos e
  simulações foram usados para validar estas relações e entender melhor
  os processos físicos envolvidos. A tese também discute a influência do
  tamanho e composição dos grãos de poeira na polarização da luz. Dife
 rentes populações de grãos podem resultar em variações nas curvas de 
 polarização\, grau e ângulo\, observadas\, afectando a interpretação 
 das propriedades interestelares. A relação entre a polarização e a ext
 inção interestelar é explorada em detalhe\, com vista a melhorar a comp
 reensão dos efeitos da poeira em medições astrofísicas. Foram feitas s
 imulações para entender o impacto da poeira interestelar na polarizaçã
 o da luz. Usando um modelo geometricamente simples\, uma fonte luminosa qu
 asi-esférica emersa num perfil Gaussiano 3D\, foram testadas poeiras com 
 diferentes tamanhos e composições\, incluindo misturas de silicatos\, gr
 afenos e hidrocarbonetos poliaromáticos.<br/><br/> Estas simulações for
 am feitas recurrendo ao SKIRT\, um programa de simulação de transferênc
 ia radiativa baseada no método de Monte Carlo\, que permite modelar a pro
 pagação da radiação em meios astrofísicos complexos\, levando em cont
 a efeitos como dispersão\, absorção e reemissão da luz por grãos de p
 oeira. Os resultados indicaram que a dependência do grau de polarização
  com o comprimento de onda depende não só do tamanho dos grãos como da 
 espécie química. Estas simulações foram essenciais para a interpretaç
 ão dos dados observacionais e distinção entre diferentes mecanismos de 
 polarização. Como projecto paralelo foi também desenvolvido um protóti
 po de modelo computacional emulador de transferência radiativa\, o EmulaR
 T. O objectivo deste modelo era reduzir o custo computacional de simulaç
 ões de elevada qualidade\, através da melhoria de simulações de baixa 
 qualidade recorrendo para isso a técnicas de compressão e up-scaling. <b
 r/><br/>O EmulaRT usa uma rede neuronal de arquitectura auto-codificadora 
 variacional e de-noising em conjunto com um método de inferência espacia
 l Bayesiana aproximada. Os resultados preliminares foram positivos\, no en
 tanto verificou-se que a amostra de treino era enviasada\, tendo a aplica
 ção do protótipo ficado mais limitado do que inicialmente previsto. Na 
 vertente observacional foram usados dados observacionais de calibração d
 o instrumento FORS2 do Very Large Telescope (VLT)\, que permite a captura 
 de imagens polarimétricas de alta resolução. De modo a tentar minimizar
  o impacto de efeitos de polarização interestelar e instrumental\, foi d
 esenvolvida uma sequência robusta de redução de dados polarimétricos d
 o FORS2. Esta sequência de redução é iniciada por calibrações típic
 as: subtracção do viés de leitura electrónica\, normalização de sens
 ibilidade do detector e remoção de raios cósmicos. Seguem-se operaçõe
 s de separação e combinação de informação disposta em diferentes fic
 heiros\, estimativa de e remoção de fluxo de fundo. Depois através de d
 etecção de fontes no campo de observado e cruzamento com o catálogo Gai
 a\, é feita fotometria a estrelas da Via Láctea de modo a produzir uma e
 stimativa da polarização interesteral da Via Láctea na direcção de ob
 servação. Para a correção instrumental são aplicados mapas de polariz
 ação do FORS2 pré-existentes. <br/><br/>Verificou-se que as estimativas
  para o ISP da Via Láctea são compatíveis com as observações do Planc
 k\, embora com diferenças notáveis no ângulo. Os presentes resultados c
 onfirmam a presença de padrões de ângulo de polarização devida a disp
 ersão axisimétricos\, em várias galáxias da nosssa amostra\, sendo o e
 feito mais pronunciado nas bandas azuis. A dependência da polarização c
 om o comprimento de onda seguiu duas tedências principais: uma curva em U
  ou um crescimento monótono. Essas relação são compatíveis com as pre
 visões para grãos de grafite e silicatos\, respectivamente. Da vertente 
 de polarização devida a absorção por grãos de poeira alinhas\, alguns
  mapas de ângulo de polarização revelaram alinhamento com os braços es
 pirais das galáxias\, reforçando modelos que preveem a orientação dos 
 campos magnéticos galácticos toroidais. Noutros casos verificou-se tamb
 ém a presença de ângulos de polarização alinhados paralelamente com o
  eixo menor das galáxias\, o que é compatível com campos magnéticos po
 lares. <br/><br/>Em média\, os valores de RV apresentados nas regiões me
 dianas e externas das galáxias foram semelhantes ao da Via Láctea\, ~3.1
 \, mas nalguns casos foram verificadas variações significativas nas tran
 sições braço / entre-braços. Essas variações manifestam os ambientes
  distintos\, com diferentes propriedades de poeira\, inerentes a esses doi
 s tipos de estrutura. Da análise de RV na vizinhança dos locais onde oco
 rreram as supernovas (hóspedes das galáxias na nossa amostra) resultou q
 ue\, à escala espacial estudada\, não há diferença estatística entre 
 essas regiões particulares e todas as restantes regiões das galáxias re
 spectivas. <br/><br/>Comparações estatísticas mostraram que a polariza
 ção e\, em alguns casos\, RV\, variam significativamente entre diferente
 s galáxias. Isso sugere que fatores intrínsecos podem influenciar essas 
 propriedades de maneira única em cada galáxia. Os resultados apresentado
 s nesta tese\, bem como a abordagem de investigação multi-lateral tida\,
  contribuem para o aprofundamento do estudo da polarização interestelar 
 e suas implicações na astrofísica. A combinação de observações foto
 polarimétricas com modelação computacional avançada permitiu uma carac
 terização detalhada das propriedades da poeira em galáxias hospedeiras 
 de supernovas e inferência sobre a possível presença e caracterização
  de campos magnéticos galácticos. </p>
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